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TERMO PASTORAL DE DISCERNIMENTO, RECONCILIAÇÃO E COMPROMISSO MATRIMONIAL

Diante de Deus, que é Amor e Verdade, e conscientes da graça recebida no Sacramento do Matrimônio, nós, XXXXXX e XXXXXX, unidos por uma aliança selada diante do altar, pela história que partilhamos e pela família que construímos, assumimos, livre e responsavelmente, este tempo de discernimento, reconciliação e renovação do nosso compromisso conjugal.


1. DO TEMPO DE CRISE E DO DISCERNIMENTO ESPIRITUAL

Reconhecemos, com humildade e verdade, que atravessamos um tempo de crise em nosso matrimônio, marcado por conflitos, dores e fragilidades que não podem mais ser ignorados. Sabemos que o amor conjugal não se sustenta apenas na boa intenção, mas exige conversão diária, diálogo sincero e responsabilidade mútua.

Compreendemos que pensar na separação não nasce necessariamente da ausência de amor, mas da gravidade do sofrimento vivido. Por isso, escolhemos não decidir movidos pelo medo, pela culpa ou pela impulsividade, mas à luz do discernimento, da oração e do acompanhamento espiritual.

“Examinai tudo e ficai com o que é bom.” (1Ts 5,21)


2. DA VERDADE QUE SUSTENTA O SACRAMENTO

Cremos que o matrimônio cristão não é a ausência de conflitos, mas o chamado a enfrentá-los juntos, com respeito, verdade e caridade. Reconhecemos, porém, que nenhuma dificuldade pode justificar atitudes que gerem medo, desrespeito, agressividade, silenciamento ou anulação da dignidade de um dos cônjuges.

Afirmamos que o amor sacramental só permanece vivo onde há verdade, liberdade interior e corresponsabilidade.

“A verdade vos libertará.” (Jo 8,32)


3. DO PODER DAS PALAVRAS E DA CURA DAS FERIDAS

Reconhecemos que palavras e atitudes têm peso espiritual e emocional. Pedidos de separação, ameaças, acusações ou desqualificações ferem profundamente e deixam marcas, sobretudo quando tocam feridas antigas de abandono, rejeição ou insegurança.

Comprometemo-nos a cuidar da palavra, do tom e da intenção, lembrando que o outro não é inimigo, mas esposo(a) confiado(a) por Deus.

“A morte e a vida estão no poder da língua.” (Pr 18,21)


4. DO PERDÃO, DA CONVERSÃO E DA RESPONSABILIDADE MÚTUA

Reconhecemos nossos limites e pedimos perdão um ao outro pelas falhas, omissões e atitudes que feriram o vínculo conjugal. Sabemos que o perdão cristão não é esquecimento nem negação da dor, mas caminho de cura que exige conversão concreta e sustentada no tempo.

Comprometemo-nos, ambos:

  • a assumir nossos próprios erros sem transferir culpas;

  • a escutar com respeito e sem agressividade;

  • a buscar ajuda pastoral e terapêutica quando necessário;

  • a permitir que o amor seja purificado e amadurecido.

“Sede bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente.” (Ef 4,32)


5. DOS LIMITES, DA DIGNIDADE E DA VIDA PLENA EM DEUS

Afirmamos que o Sacramento do Matrimônio não anula a dignidade pessoal, mas a confirma. Comprometemo-nos a construir uma relação onde ambos se sintam seguros para falar, existir, expressar sentimentos e crescer.

Reconhecemos que estabelecer limites não é falta de amor, mas cuidado com aquilo que Deus considera sagrado: a vida, o coração e a dignidade de cada um.

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou.” (Gl 5,1)


6. DO CAMINHO DE RECONSTRUÇÃO E DA ESPERANÇA

Diante de Deus e da nossa consciência, declaramos que não optamos neste momento pela separação, mas escolhemos um caminho de reconstrução responsável, sustentado pela verdade, pela oração e pelo compromisso concreto de ambos.

Confiamos nosso matrimônio Àquele que nos chamou à comunhão, certos de que somente com Ele será possível reconstruir o que foi ferido e discernir, com paz, os passos futuros.

“Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalham os construtores.” (Sl 127,1)


ORAÇÃO FINAL

Senhor,
colocamos diante de Ti nossa história, nossas feridas e nossa esperança.
Purifica nosso amor, cura o que foi machucado
e conduz nossos passos no caminho da verdade e da vida.
Que tudo o que decidirmos seja para a Tua glória
e para o bem de nossas almas. Amém.

“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.” (Jo 10,10)


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